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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

BAHIA INSTITUI CARREIRA DE PROFESSOR INDÍGENA

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 Índios Kiriri na Mirandela

A Assembleia Legislativa baiana aprovou uma lei que institui a carreira de Professor Indígena no quadro do Magistério Público estadual, uma iniciativa inédita no país. A proposta, encaminhada pelo Executivo estadual, foi construída coletivamente pela Secretaria da Educação (SEC) e os movimentos indígenas. Aprovado no último dia 22, o projeto prevê a construção de uma educação diferenciada, específica e com qualidade, resultante do exercício partilhado com os índios. A linguagem, o método e formatação de ensino, direcionados especificamente para os nativos, passam a ser peças fundamentais no entendimento e preservação da cultura indígena. A Bahia possui atualmente 397 professores indígenas que atuam nas 62 escolas instaladas nas aldeias, sendo oito estaduais e 54 municipais. No total, estão matriculados 7.122 estudantes de 116 comunidades, o que atende às 14 etnias que compõem a população indígena no estado. A regulamentação do PL foi comemorada pelas lideranças.

O portal da ALBA publicou que o cacique Seu Lázaro disse: “Queremos uma educação em que o índio pode ser doutor sem deixar de ser índio”, enfatiza o cacique Lázaro Kiriri, da aldeia Mirandela, no município de Banzaê, no nordeste baiano.

Fonte: ALBA

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