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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lula no Nordeste

O presidente Lula ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em evento enm Salgueiro (PE) nesta terça (14)
Presidente Lula ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em evento em Salgueiro (PE) 

As vésperas de deixar o cargo que tanto sonhou em ter, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14) durante a entrega em títulos de cessão de uso de casas em vilas produtivas em Salgueiro (PE), que governou o Brasil “como se fosse uma mãe”. Sem distinguir o partido político de governadores para repasses e investimentos do governo federal nos Estados. “Não tem nada mais socialista do que uma mãe. Uma mãe pode ter dez filhos. Ela pode ter um mais bonitinho, um mais feinho, mas uma mãe gosta de todos em igualdade de condições", declarou.

Lula disse também que o sertão do Nordeste nunca mais servirá de estudo “para medir a fome e a miséria” ao defender investimentos na região durante seu governo. Lula participou de cerimônia de entrega de 113 casas para famílias atingidas pela transposição do Rio São Francisco.

“O sertão nunca mais voltará a ser motivo de estudo social apenas para medir a fome e a miséria. O sertão vai fazer parte do Brasil desenvolvido do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista científico. O sertão vai fazer parte do Brasil desenvolvido do ponto de vista da indústria, do ponto de vista da agricultura, do ponto de vista do fortalecimento da pequena e média empresa. O sertão vai virar desenvolvido do ponto de vista das universidades federais, das escolas técnicas, mas também da qualidade do ensino fundamental, porque é isso que o progresso vai trazer”, disse o presidente.

Durante seu discurso, Lula reforçou a importância da construção da ferrovia Transnordestina. Segundo o presidente, cerca de 11,7 mil pessoas estão trabalhando na obra. “A situação está melhorando porque nós não tiramos nada de ninguém, apenas demos para o povo do Nordeste aquilo que era merecido. Nós, nordestinos, não nascemos para ser tratados como de segunda classe, nós nascemos para ser de primeira classe, porque nós queremos comer bem, viver bem”, disse Lula.

O presidente voltou a afirmar que durante seus oito anos de mandato manteve uma boa relação com os governadores, independentemente de partido. “Nunca na história do país um presidente tratou os governadores com o respeito que eu tratei. Não faltou solidariedade, não faltou respeito, não faltou dinheiro”, disse.

Lula voltou a dizer que sairá da Presidência, mas não deixará a política. "Vou percorrer o país fazendo política". Também repetiu que espera que Dilma Rousseff faça "mais e melhor" do que ele fez.

O presidente visitou também o município de  São José de Piranhas na Paraíba para ver as obras da Transposição do Rio São Francisco ao lado do governo José Maranhão e do futuro governador Ricardo Coutinho.

O presidente disse ainda que não vai “se esconder” quando sair da Presidência e que continuará a percorrer o país para saber quais os problemas da população. "Ora, se quando eu perdia [as eleições presidenciais em 1989, 1994 e 1998] eu não me escondia, por que eu vou me esconder agora que eu ganhei?", concluiu. As informações são da Folha Online.

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